Na semana passada ainda eram 23 os casos investigados no Pará
O boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde
atualizou para 26 o número de casos suspeitos de microcefalia no Pará
até 23 de abril. Na última semana eram 23 casos em investigação. No
geral, já são 27 casos notificados no Estado desde o início das
investigações, em outubro de 2015, uma vez que um registro já foi
confirmado.
Em todo o Brasil, foram notificados 7.228 casos suspeitos de
microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de
infecção congênita, sendo que 2.320 foram descartados e 1.198
confirmados. Outros 3.710 estão em fase de investigação. Do total de
casos confirmados, 194 tiveram confirmação laboratorial para o vírus
Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não
representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados
ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na
maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de
microcefalia.
Foto: Marlon Costa / Futura Press / AE
Os 1.198 casos confirmados ocorreram em 435 municípios, localizados
em 22 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Distrito
Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do
Sul. Já os 2.320 casos foram descartados por apresentarem exames
normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema
nervoso central por causas não infeciosas.
No mesmo período, foram registrados 251 óbitos suspeitos de
microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou
durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 54 foram
confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central.
Outros 167 continuam em investigação e 30 foram descartados.
O Ministério da Saúde também esclarece que está investigando todos os
casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central,
informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras
infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos
agentes infecciosos, além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros
Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.
O Ministério da Saúde orienta as gestantes a adotarem medidas que
possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de
criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas
e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e
utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Fonte: Portal ORMNews